2 Reis 18:13

Almeida Atualizada Livre

No décimo quarto ano do rei Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, subiu contra todas as cidades fortificadas de Judá e as tomou.

— 2 Reis 18:13 (Almeida Atualizada Livre)

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Contexto — 2 Reis 18

1No terceiro ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, começou a reinar Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá.

2Tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Abi, e era filha de Zacarias.

3E fez o que era reto diante do Senhor, de acordo com tudo o que Davi, seu pai, realizou.

4Ele removeu os altos, quebrou as colunas, derrubou os bosques e destruiu a serpente de bronze que Moisés fizera, pois até aquele dia os filhos de Israel queimavam incenso a ela e a chamavam Neustã.

5Ele confiou no Senhor, Deus de Israel, de tal forma que, depois dele, não houve ninguém semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que o precederam.

6Pois se apegou ao Senhor, não deixou d'Ele e observou os mandamentos que o Senhor ordenou a Moisés.

7Assim foi o Senhor com ele; por onde quer que saísse, obtinha sucesso e se rebelou contra o rei da Assíria e não o serviu.

8Ele feriu os filisteus até Gaza e seus limites, desde a torre dos vigias até à cidade fortificada.

9E aconteceu que, no quarto ano do rei Ezequias (que era o sétimo ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel), Salmanasar, rei da Assíria, subiu contra Samaria e a cercou.

10E ao fim de três anos, foi conquistada; sim, no sexto ano de Ezequias, que era o nono de Oséias, rei de Israel, Samaria foi tomada.

11E o rei da Assíria transportou a Israel para a Assíria, fazendo-o habitar em Halah junto a Habor e ao rio Gozã, e nas cidades dos medos.

12Porque não obedeceram à voz do Senhor, seu Deus; ao contrário, romperam a Sua aliança e não ouviram nem praticaram tudo o que Moisés, servo do Senhor, tinha ordenado.

13No décimo quarto ano do rei Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, subiu contra todas as cidades fortificadas de Judá e as tomou.

14Então, Ezequias, rei de Judá, enviou mensageiros ao rei da Assíria, a Laquis, dizendo: Errei; retira-te de mim; tudo o que me impuseres aceitarei. Então, o rei da Assíria impôs a Ezequias, rei de Judá, trezentos talentos de prata e trinta talentos de ouro.

15Ezequias deu toda a prata que foi encontrada na Casa do Senhor e nos tesouros do palácio real.

16Naquele tempo, Ezequias retirou o ouro das portas do templo do Senhor e das ombreiras que ele, rei de Judá, havia coberto e o entregou ao rei da Assíria.

17Então, o rei da Assíria enviou de Laquis a Tartã, a Rabe-Saris e a Rabsaqué, com um grande exército ao rei Ezequias, a Jerusalém. Eles subiram e vieram a Jerusalém. Ao chegarem, pararam na extremidade do aqueduto do açude superior, junto ao caminho do campo do lavandeiro.

18E chamaram o rei, e Eliakim, filho de Hilquias, o mordomo, saiu-lhes ao encontro, acompanhado de Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista.

19E Rabsaqué lhes disse: Diga a Ezequias: Assim diz o sumo rei, o rei da Assíria: Que confiança é essa em que te estribas?

20Você diz que tem conselhos e força para a guerra; em quem, portanto, você confia para se rebelar contra mim?

21Eis que agora você confia naquele bordão de cana esmagada, no Egito, que, se alguém nele se apoiar, lhe entrará pela mão e a traspassará; assim é o Faraó, rei do Egito, para todos os que nele confiam.

22Se, porém, me disserdes: No Senhor, nosso Deus, confiamos; acaso não é este aquele cujos altos e altares Ezequias removeu, dizendo a Judá e a Jerusalém: Perante este altar vos inclinareis em Jerusalém?

23Agora, empenha-te com meu senhor, o rei da Assíria, e te darei dois mil cavalos, se de tua parte encontrares cavaleiros para montá-los.

24Como, então, se você não pode fazer o rosto de um só capitão dos menores servos do meu senhor voltar-se para você, confia no Egito, por causa dos carros e cavaleiros?

25Agora, será que eu subi sem o Senhor contra este lugar para destruí-lo? Pois o Senhor mesmo me disse: Suba contra esta terra e destrua-a.

26Então, Eliakim, filho de Hilquias, Sebna e Joá disseram a Rabsaqué: Pedimos que fales em aramaico aos teus servos, pois nós entendemos; não fales em judaico aos ouvidos do povo que está sobre as muralhas.

27Entretanto, o chefe dos oficiais lhes respondeu: Será que meu senhor mandou apenas a você e ao seu senhor dizer essas palavras? Não foi antes aos homens que estão sentados sobre as muralhas, para que juntamente com vocês comam seu próprio excremento e bebam sua própria urina?

28Então, Rabsaqué se pôs em pé e clamou em alta voz em hebraico dizendo: Ouçam as palavras do sumo rei, o rei da Assíria.

29Assim diz o rei: Não permitam que Ezequias os engane pois ele não poderá livrá-los da minha mão.

30Não permitam que Ezequias os faça confiar no Senhor, dizendo: O Senhor, certamente, nos livrará, e esta cidade não será entregue nas mãos do rei da Assíria.

31Não ouçam Ezequias; pois assim diz o rei da Assíria: Façam as pazes comigo e venham a mim; e coma cada um da sua própria videira e da sua própria figueira, e beba cada um da água da sua própria cisterna.

32Até que eu venha e os leve para uma terra semelhante à de vocês, uma terra de cereal e de vinho, uma terra de pão e de vinhas, uma terra de oliveiras, de azeite e de mel; assim vocês viverão e não morrerão. Não ouçam Ezequias, pois ele os engana, dizendo: "O Senhor nos livrará."

33Os deuses das nações conseguiram livrar, cada um, a sua terra das mãos do rei da Assíria?

34O que aconteceu com os deuses de Hamate e de Arpade? O que aconteceu com os deuses de Sefarvaim, Hena e Iva? Eles acaso livraram Samaria das minhas mãos?

35Quais são, entre todos os deuses destas terras, os que livraram a sua terra da minha mão, para que o Senhor possa livrar Jerusalém das minhas mãos?

36Silenciou-se o povo e não lhe respondeu uma só palavra, pois assim havia ordenado o rei: Não lhe respondereis.

37Então, Eliakim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista, vieram ter com Ezequias, com suas vestes rasgadas, e lhe relataram as palavras de Rabsaqué.

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.

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