“Desde o dia em que tirei o meu povo da terra do Egito, não escolhi cidade alguma de todas as tribos de Israel, para edificar nela uma casa a fim de ali estabelecer o meu nome; nem escolhi homem algum para ser o líder do meu povo, Israel.”
— 2 Crônicas 6:5 (Almeida Atualizada Livre)
1Então, Salomão disse: O Senhor declarou que habitaria em nuvem espessa.
2Eu construí para você uma casa como um lar, um lugar para a sua eterna habitação.
3Então o rei virou o rosto, abençoou toda a congregação de Israel, que se mantinha em pé.
4E ele disse: Bendito seja o Senhor, o Deus de Israel, que falou pessoalmente a Davi, meu pai, e pelo seu poder o cumpriu, dizendo:
5Desde o dia em que tirei o meu povo da terra do Egito, não escolhi cidade alguma de todas as tribos de Israel, para edificar nela uma casa a fim de ali estabelecer o meu nome; nem escolhi homem algum para ser o líder do meu povo, Israel.
6Escolhi Jerusalém para que ali se estabelecesse o meu nome, e escolhi Davi para que fosse o chefe do meu povo, Israel.
7Também Davi, meu pai, tinha em seu coração a intenção de edificar uma casa para o nome do SENHOR, o Deus de Israel.
8Porém o Senhor disse a Davi, meu pai: Já que você desejou edificar uma casa para o meu nome, fez bem em ter esse propósito no coração.
9Contudo, você não edificará a casa; mas seu filho, que sairá de você, é quem a edificará em meu nome.
10Assim, o Senhor cumpriu a Sua palavra que havia dito, pois me levantei no lugar de Davi, meu pai, e me assentei no trono de Israel, conforme o Senhor prometera; e edifiquei uma casa ao nome do Senhor, Deus de Israel.
11E coloquei nela a arca que contém as tábuas da aliança que o SENHOR fez com os filhos de Israel.
12E pôs-se diante do altar do Senhor, na presença de toda a congregação de Israel, e estendeu as mãos.
13Porque Salomão havia feito uma tribuna de bronze, de cinco côvados de comprimento, cinco côvados de largura e três côvados de altura, e a colocou no meio do pátio; então se pôs em pé, ajoelhou-se diante de toda a congregação de Israel e estendeu as mãos para o céu.
14E disse: Ó Senhor, Deus de Israel, não há Deus como Tu, nem nos céus nem na terra; que guardas a aliança e a misericórdia para com Teus servos que andam diante de Ti com todo o coração.
15Que cumpriste para com Teu servo Davi, meu pai, o que lhe falaste; pois pela Tua boca o disseste e pela Tua mão o realizaste; como se pode ver neste dia.
16Agora, Senhor Deus de Israel, cumpre ao teu servo Davi, meu pai, o que lhe prometeste, dizendo: Não te faltará um sucessor diante de mim que se assente no trono de Israel, contanto que os teus filhos guardem o seu caminho, andando na minha lei como tu andaste diante de mim.
17E agora, ó Senhor Deus de Israel, que se cumpra a Tua palavra que falaste ao Teu servo Davi.
18Mas, de fato, Deus habitará com os homens na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não podem conter-te quanto menos esta casa que edifiquei?
19Atenta, pois, para a oração do teu servo e para a sua súplica, ó SENHOR, meu Deus, para que ouças o clamor e a oração que o teu servo faz diante de ti.
20Que os teus olhos estejam abertos dia e noite sobre este lugar, do qual disseste que ali colocarias o teu nome; para que ouças a oração que o teu servo fizer neste lugar.
21Ouça, pois, as súplicas do seu servo e do seu povo de Israel, quando orarem neste lugar; ouça do lugar da sua habitação, nos céus; ouça e perdoe
22Quando alguém pecar contra o seu próximo e lhe for exigido que jure, se ele vier a jurar diante do teu altar nesta casa,
23Ouve dos céus e age; julga os Teus servos, dando a paga ao ímpio conforme o seu proceder e justificando o justo, retribuindo-lhe segundo a sua justiça.
24Quando o teu povo Israel, tendo pecado contra ti, for ferido diante do inimigo, e se converter, confessar o teu nome, orar e suplicar diante de ti nesta casa.
25Então, ouve dos céus e perdoa os pecados do teu povo de Israel; e faze-os voltar à terra que lhes deste a eles e a seus pais.
26Quando os céus se fecharem e não houver chuva, por terem pecado contra ti, e orarem neste lugar, confessando o teu nome, e se converterem de seus pecados, quando os afligires
27Então ouve do céu e perdoa o pecado de teus servos e do teu povo Israel, ensinando-lhes o bom caminho em que devem andar e dá chuva sobre a tua terra que deste em herança ao teu povo.
28Se houver fome na terra, peste, queimadas das colheitas, ferrugem, gafanhotos ou lagartas, se algum dos seus inimigos cercar suas cidades, ou quando ocorrer alguma praga ou doença,
29Toda oração e súplica que qualquer homem ou todo o teu povo de Israel fizer, reconhecendo cada um a sua própria chaga, a sua dor e a sua aflição, e estendendo as mãos para o rumo desta casa.
30Então, ouve Tu dos céus, do lugar da tua habitação, e perdoa, dando a cada um conforme os seus caminhos, pois tu conheces o coração de cada um, pois somente Tu és conhecedor do coração dos filhos dos homens.
31Para que te temam e andem nos teus caminhos todos os dias da vida deles na terra que deste a nossos pais.
32Assim também ao estrangeiro que não é do teu povo de Israel, mas que vem de terras remotas, por causa do teu grande nome, da tua mão poderosa e do teu braço estendido, e orar, voltado para esta casa,
33Então ouve, dos céus, do lugar da tua habitação, e faz conforme tudo o que o estrangeiro te solicitar; para que todos os povos da terra conheçam o teu nome, e te temam como o teu povo de Israel, e saibam que esta casa, que edifiquei, é chamada pelo teu nome.
34Quando o teu povo sair à guerra contra seus inimigos pelo caminho que lhes indicares e orarem a Ti, voltados para esta cidade que escolheste, e para a casa que edifiquei em Teu nome;
35Ouve dos céus a sua oração e a sua súplica, e faze-lhes justiça.
36Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque), e tu te indignares contra eles, entregando-os às mãos do inimigo, para que sejam levados cativos a uma terra, distante ou próxima
37E, na terra para onde forem levados em cativeiro, se se converterem e te suplicarem, dizendo: Pecamos, fizemos o mal, agimos perversamente e cometemos iniquidade; e se converterem a ti de todo o seu coração e de toda a sua alma,
38Se se converterem a Ti com todo o coração e com toda a alma, na terra do seu cativeiro, para onde foram levados cativos e orarem voltados para a sua terra que deste a seus pais, para esta cidade que escolheste e para a casa que edifiquei ao Teu nome,
39Ouve, pois, dos céus, do lugar onde habitas, a sua oração e as suas súplicas, faze-lhes justiça e perdoa ao teu povo que pecou contra ti.
40Agora, pois, ó meu Deus, que estejam os teus olhos abertos e os teus ouvidos atentos à oração que se fizer neste lugar.
41Levanta-te, Senhor Deus, e entra para o teu repouso, tu e a arca do teu poder; que os teus sacerdotes, ó Senhor Deus, se revistam de salvação, e que os teus santos se alegrem pelo bem.
42Senhor Deus, não afastes a Tua face do Teu ungido; lembra-Te das misericórdias que usaste com Davi, Teu servo.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.