1 Samuel 28:5

Almeida Atualizada Livre

E, ao ver o acampamento dos filisteus, Saul foi tomado de medo, e seu coração se estremeceu muito.

— 1 Samuel 28:5 (Almeida Atualizada Livre)

Facebook Ler o capítulo
Contexto — 1 Samuel 28

1E aconteceu que, naqueles dias, os filisteus reuniram seus exércitos para a batalha contra Israel. Aquis disse a Davi: "Saiba que você sairá comigo à peleja, tanto você quanto seus homens."

2Então, disse Davi a Aquis: Assim saberás quanto o teu servo pode fazer. E Aquis respondeu a Davi: Por isso, te farei minha guarda pessoal para sempre.

3E Samuel já estava morto, e todo o Israel o lamentou sepultando-o em Ramá, que era a sua cidade. E Saul havia expulsado os médiuns e os adivinhos.

4Os filisteus se reuniram e acamparam em Suném; Saul convocou todo o Israel e se acampou em Gilboa.

5E, ao ver o acampamento dos filisteus, Saul foi tomado de medo, e seu coração se estremeceu muito.

6Saul consultou o Senhor, mas o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas.

7Então, Saul disse a seus servos: "Procurem-me uma mulher que seja médium, para que eu possa consultá-la." E seus servos disseram-lhe: "Há uma mulher em En-Dor que é médium."

8Então Saul se disfarçou, vestiu outras roupas e foi, acompanhado de dois homens. À noite, chegaram até a mulher, e ele disse: "Peço-te que me adivinhes pela necromancia e me faças subir aquele que eu te disser."

9Então a mulher lhe respondeu: "Você sabe o que Saul fez, como eliminou da terra os médiuns e adivinhos. Por que, então, você está armando ciladas à minha vida, buscando me matar?"

10Então, Saul lhe fez um juramento pelo SENHOR, dizendo: "Tão certo como vive o SENHOR, nenhum mal te sobrevirá por causa disso."

11A mulher então lhe perguntou: A quem tu desejas que eu faça subir? Ele respondeu: Faze-me subir Samuel.

12Vendo, pois, a mulher a Samuel, gritou em alta voz; e a mulher disse a Saul: Por que me enganaste? Pois tu mesmo és Saul.

13E o rei lhe disse: Não temas; mas o que é que vês? Então a mulher respondeu a Saul: Vejo um deus que sobe da terra.

14E perguntou: Qual é a sua figura? Ela respondeu: Está subindo um ancião, envolto em um manto. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra e se prostrou.

15Samuel disse a Saul: "Por que me perturbaste fazendo-me vir?" Então Saul respondeu: "Estou muito angustiado, pois os filisteus estão guerreando contra mim, e Deus se afastou de mim; não me responde mais, nem através dos profetas, nem por sonhos. Por isso te chamei para que me digas o que devo fazer."

16Então, disse Samuel: "Por que, então, me consultas se o Senhor te desamparou e se tornou teu inimigo?"

17Porque o Senhor fez contigo conforme o que te anunciou por meio de minha palavra; rasgou o reino das tuas mãos e o entregou ao teu companheiro Davi.

18Por não ter dado ouvidos à voz do Senhor e não ter cumprido o que ele ordenou com o seu furor contra os amalequitas, o Senhor fez isso a ti hoje.

19E o Senhor também entregará a Israel nas mãos dos filisteus, e amanhã tu e teus filhos estarão comigo; e o acampamento de Israel o Senhor o entregará nas mãos dos filisteus.

20E de repente, Saul caiu no chão, tomado de grande medo por causa das palavras de Samuel; ele se sentia fraco, pois não havia comido pão naquele dia e durante toda a noite.

21A mulher, portanto, se aproximou de Saul e, ao vê-lo tão perturbado, disse-lhe: Eis que a tua serva atendeu à tua voz e, arriscando a minha vida, ouvi as tuas palavras.

22Agora, pois, ouve também as palavras da tua serva e permite que eu ponha um pedaço de pão diante de ti; come, para que tenhas forças e possas seguir o caminho.

23Porém ele recusou dizendo: "Não comerei." Porém, os seus servos e a mulher o pressionaram, e ele atendeu. Levantou-se do chão e se sentou na cama.

24E a mulher tinha em casa um bezerro cevado; apressou-se e matou-o, tomou farinha, amassou-a e cozinhou em bolos asmos.

25E os trouxe diante de Saul e de seus servos, e comeram. Depois se levantaram e foram embora naquela mesma noite.

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.