“Quando alguém pecar contra o seu próximo e lhe for exigido que jure, e ele vier a jurar diante do teu altar, nesta casa,”
— 1 Reis 8:31 (Almeida Atualizada Livre)
1Então Salomão reuniu os anciãos de Israel, todos os cabeças das tribos e os príncipes das famílias dos israelitas, diante de si em Jerusalém, para fazerem subir a arca da Aliança do SENHOR da Cidade de Davi, que é Sião, para o templo.
2E todos os homens de Israel se congregaram na festa, diante do rei Salomão, no mês de Etanim, que é o sétimo mês.
3Então, todos os anciãos de Israel se reuniram, e os sacerdotes tomaram a arca do SENHOR
4E levaram a arca do SENHOR para o lugar, junto com o tabernáculo da congregação e todos os utensílios sagrados que havia nele; os sacerdotes e levitas foram os responsáveis por transportá-los.
5E o rei Salomão, juntamente com toda a congregação de Israel que se reunira a ele, estava diante da arca, sacrificando ovelhas e bois, cuja quantidade era tão grande que não podiam ser contados.
6Então, os sacerdotes colocaram a arca da Aliança do SENHOR em seu lugar, no santuário mais interior do templo, no Santo dos Santos, debaixo das asas dos querubins.
7Os querubins estendiam ambas as asas sobre o lugar da arca e, por cima, cobriam a arca e os varais.
8E os varais se destacavam tanto que suas pontas eram visíveis do Santo Lugar, em frente ao Santo dos Santos, mas de fora não eram vistas; e permanecem ali até o dia de hoje.
9Na arca não havia nada, exceto as duas tábuas de pedra que Moisés havia colocado ali junto a Horebe, quando o SENHOR fez uma aliança com os filhos de Israel ao saírem da terra do Egito.
10E aconteceu que, ao saírem os sacerdotes do santuário, uma nuvem encheu a Casa do SENHOR.
11E os sacerdotes não puderam permanecer em pé para ministrar, por causa da nuvem, pois a glória do SENHOR havia enchido a Casa do SENHOR.
12Então Salomão disse: O SENHOR declarou que habitaria em trevas densas.
13Certamente, edifiquei uma casa para a tua morada, um lugar para a tua eterna habitação.
14Então o rei virou o rosto e abençoou toda a congregação de Israel, enquanto todos estavam em pé.
15Bendito seja o SENHOR, o Deus de Israel, que falou pessoalmente a Davi, meu pai, e pelo seu poder o cumpriu, dizendo:
16Desde o dia em que tirei meu povo Israel do Egito, não escolhi cidade alguma dentre todas as tribos de Israel para edificar uma casa a fim de estabelecer o meu nome; mas escolhi Davi para ser o líder do meu povo Israel.
17Também Davi, meu pai, propôs em seu coração edificar uma casa ao nome do SENHOR, o Deus de Israel.
18Mas o Senhor disse a Davi, meu pai: Já que você se propôs em seu coração a edificar uma casa para o meu nome, bem fez em ter tal intenção.
19Contudo, você não construirá esta casa; seu filho, que nascerá de você, é quem a edificará em meu nome.
20Assim, o Senhor cumpriu a palavra que tinha dito: levantei-me em lugar de Davi, meu pai, e me assentei no trono de Israel, conforme prometera o Senhor; e edifiquei uma casa ao nome do Senhor, o Deus de Israel.
21E estabeleci ali um lugar para a arca, onde estão as tábuas da aliança que o SENHOR fez com nossos pais quando os tirou da terra do Egito.
22Então Salomão se posicionou diante do altar do Senhor, na presença de toda a congregação de Israel, e estendeu suas mãos aos céus.
23E disse: Ó Senhor Deus de Israel, não há Deus como Tu, em cima nos céus nem embaixo na terra, como tu que preservas a aliança e a misericórdia para com Teus servos que andam de todo o coração diante de Ti.
24Que cumpriste para com teu servo Davi, meu pai, o que lhe prometeste; pois com a tua boca falaste e com a tua mão o realizaste, como se vê hoje.
25Agora, pois, ó SENHOR, Deus de Israel, cumpre ao teu servo Davi, meu pai, o que lhe disseste: Não te faltará um sucessor diante de mim, que se assente no trono de Israel, contanto que teus filhos guardem o seu caminho, para andarem diante de mim como tu andaste.
26Agora também, ó Deus de Israel, que se cumpra a tua palavra que falaste a teu servo Davi, meu pai.
27Mas será que, de fato, Deus habitará na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei.
28Atende, pois, à oração de teu servo e à sua súplica, ó Senhor meu Deus; ouve o clamor e a oração que hoje o teu servo apresenta diante de ti.
29Para que os teus olhos estejam abertos noite e dia sobre esta casa, sobre este lugar, do qual disseste: O meu nome estará ali; para ouvires a oração que o teu servo fizer neste lugar.
30Ouve, pois, a súplica do teu servo e do teu povo de Israel, quando orarem neste lugar; ouve no céu, lugar da tua habitação; ouve e perdoa.
31Quando alguém pecar contra o seu próximo e lhe for exigido que jure, e ele vier a jurar diante do teu altar, nesta casa,
32Ouve dos céus, Senhor, e age; julga os teus servos, condenando o perverso, fazendo recair sobre ele o proceder e justificando o justo, retribuindo-o segundo a sua justiça.
33Quando o teu povo de Israel, por ter pecado contra ti, for ferido diante do inimigo, e se converter a ti, confessar o teu nome, orar e te suplicar nesta casa,
34Ouve, pois, dos céus, e perdoa o pecado do teu povo Israel, e faze-o voltar à terra que deste a seus pais.
35Quando os céus se fecharem e não houver chuva, por terem pecado contra ti, e orarem neste lugar, e confessarem o teu nome, e se converterem dos seus pecados, havendo-os tu afligido.
36Ouve, pois, dos céus, perdoa o pecado de teus servos e do teu povo de Israel, ensina-lhes o bom caminho em que andem e envia chuva sobre a terra que lhes deste como herança.
37Quando houver fome na terra, peste, crestamento, ferrugem, gafanhotos e pulgão; ou quando o seu inimigo o cercar em qualquer uma das suas cidades, ou houver alguma praga ou enfermidade
38Toda oração e toda súplica que qualquer homem do teu povo de Israel fizer, conhecendo cada um a chaga do seu coração e estendendo as mãos para a direção desta casa.
39Ouve, então, dos céus, lugar da tua habitação; perdoa, age e dá a cada um segundo os seus caminhos, conforme conheces o coração de cada um, pois tu, somente tu, és o perfeito conhecedor do coração de todos os filhos dos homens.
40Para que te temam todos os dias que viverem na terra que deste a nossos pais.
41Também ouve ao estrangeiro que não é do teu povo de Israel, mas que vier de terras distantes, por amor do teu nome.
42Pois ouvirão do teu grande nome, da tua mão poderosa e do teu braço estendido, e orarão voltados para esta casa.
43Ouve, pois, dos céus, onde resides, e atende a tudo o que o estrangeiro te solicitar, para que todos os povos da terra conheçam o teu nome e te temam, assim como o teu povo Israel, e para que saibam que esta casa que edifiquei é chamada pelo teu nome.
44Quando o teu povo sair à guerra contra o seu inimigo, pelo caminho que os enviares, e orar ao SENHOR, voltado para esta cidade que escolheste e para esta casa que edifiquei ao teu nome,
45Ouve dos céus a sua oração e a sua súplica, e faze-lhe justiça.
46Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque), e tu te indignares contra eles, e os entregares às mãos do inimigo, e os que os cativarem os levarem cativos à terra do inimigo, esteja ela distante ou próxima;
47E, na terra para onde forem levados como cativos, caírem em si e se converterem, e te suplicarem, dizendo: Pecamos, agimos perversamente e cometemos iniquidade;
48E, se converterem a Ti de todo o coração e de toda a alma, na terra de seus inimigos que os levaram cativos, e orarem a Ti voltados para a terra que deste a seus pais, para esta cidade que escolheste e para a casa que edifiquei ao Teu nome;
49Ouve, pois, nos céus, que é o lugar da Tua habitação, a oração e a súplica deles, e faze-lhes justiça.
50Perdoa o Teu povo que pecou contra Ti, e todas as suas transgressões que cometeram contra Ti; e concede-lhes misericórdia diante daqueles que os têm cativos, para que se compadeçam deles.
51Porque é o Teu povo e a Tua herança, que tiraste da terra do Egito, do meio da fornalha de ferro;
52Teus olhos estejam abertos à súplica do Teu servo e à súplica do Teu povo de Israel, para que os ouças em tudo que clamarem a Ti.
53Pois Tu, ó SENHOR Deus, os separaste como herança dentre todos os povos da terra, conforme disseste por intermédio do Teu servo Moisés, quando tiraste nossos pais do Egito.
54E, ao terminar Salomão de fazer ao Senhor esta oração e súplica, estando de joelhos e com as mãos estendidas para os céus, levantou-se de diante do altar do Senhor.
55E levantou-se e abençoou toda a congregação de Israel em alta voz, dizendo:
56Bendito seja o Senhor, que deu descanso ao seu povo Israel, conforme tudo o que prometeu; nenhuma palavra falhou de todas as suas boas promessas, proferidas por meio de Moisés, seu servo.
57O Senhor, nosso Deus, esteja conosco, assim como esteve com nossos pais; que não nos desampare e não nos deixe.
58Inclinando a nós o coração para que possamos andar em todos os Seus caminhos e guardar os Seus mandamentos, estatutos e juízos que ordenou a nossos pais.
59E que estas minhas palavras, com as quais roguei diante do Senhor, estejam sempre diante de nosso Deus, dia e noite, para que Ele faça justiça ao Seu servo e ao Seu povo de Israel, conforme a necessidade de cada dia.
60Para que todos os povos da terra saibam que o Senhor é Deus, e que não existe outro.
61Que o seu coração esteja plenamente comprometido com o Senhor, nosso Deus, para que vocês sigam os Seus estatutos e cumpram os Seus mandamentos, como fazem até o presente.
62E o rei e todo o Israel sacrificaram diante do Senhor.
63E Salomão ofereceu ao SENHOR, em sacrifício pacífico, vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Assim, o rei e todos os filhos de Israel consagraram a Casa do SENHOR.
64No mesmo dia, o rei consagrou o meio do átrio que estava diante da casa do SENHOR; pois ali preparara os holocaustos e as ofertas com a gordura dos sacrifícios pacíficos, visto que o altar de bronze que estava diante do SENHOR era muito pequeno para nele caberem os holocaustos, as ofertas de manjares e a gordura dos sacrifícios pacíficos.
65E na mesma ocasião, Salomão celebrou a Festa dos Tabernáculos e todo Israel com ele, uma grande assembleia, desde a entrada de Hamate até o rio do Egito, diante do Senhor nosso Deus; por sete dias, e mais sete dias, ou seja, quatorze dias.
66E no oitavo dia da festa, o povo foi dispensado e abençoou o rei. Depois, retornaram para suas tendas, alegres e cheios de alegria, por causa de todo o bem que o Senhor fizera a Davi, seu servo, e a Israel, seu povo.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.