1Então Jó respondeu e falou:
2Ainda hoje a minha queixa é amarga; a minha mão pesa sobre o meu gemido.
3Quem me dera saber onde o poderia achar! Então me chegaria ao seu tribunal.
4Exporia perante ele a minha causa, e a minha boca encheria de argumentos.
5Saberia as palavras com que ele me responderia, e entenderia o que me dissesse.
6Porventura, contenderia comigo com a grandeza do seu poder? Não; antes, ele me atenderia.
7Ali, o justo pleitearia sua causa diante dele, e eu me livraria para sempre do meu Juiz.
8Eis que, se vou adiante, ali não está; se para trás, não o percebo.
9Se ele opera à esquerda, não o vejo; se se oculta à direita, não o percebo.
10Mas ele sabe qual é o meu caminho; se ele me provar sairei como o ouro.
11Os meus pés se firmaram em suas pisadas; guardei o seu caminho e não me desviei dele.
12Não me afastei dos preceitos de Seus lábios e guardei as palavras da Sua boca mais do que a minha própria porção.
13Mas, se ele decidiu algo, quem pode dissuadi-lo? O que ele deseja, isso fará.
14Porque ele cumprirá o que está ordenado a meu respeito, e ainda possui muitas coisas como estas.
15Por isso, estou inquieto diante dele; e, ao refletir sobre isso, sinto temor a seu respeito.
16Porque Deus fez o meu coração desmaiar, e o Todo-Poderoso me perturbou.
17Porque não fui desfalecido por causa das trevas, nem a escuridão encobriu meu rosto.
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Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.